sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A MANGUEIRA DO MEU JARDIM

Da mangueira do meu jardim, saem cores do arco-íris ausente nos meus dias de cansaço.
 Nelas repouso o olhar quando perco o brilho e, como por magia, o branco e preto, tinge-se de cores garridas, numa sinfonia perfeita.
Procuro o amarelo, o verde, o vermelho em dicotomia.
 Quero a magia da descoberta de cada cor;
 Quero o sabor de cada fruta suculenta;
 Quero os odores florais de girassóis, de nenúfares e rosas de paixão;
Quero o deleite da Unidade que se desfaz em múltiplos.
Da mangueira do meu jardim, enroscada, entrelaçada, vejo abraços-a-dentro em intimidades secretas e na teia de aranha que nela habita, estou aprisionada neste sentir.
Video Enrique Cabodomundo, foto EME, música Dulce Pontes e Marricone

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