sábado, 13 de outubro de 2012

Memorial do nosso convento


Percebi que o Tempo não goza a favor de ninguém, a não ser da lembrança que se quer esquecer.
E quantas vezes queremos que se esbata na linha do tempo a memória de rostos que  fizeram a magia de momentos cravados a ferro e fogo, no memorial do nosso convento.
O Tempo faz-se…passa e nesse sótão que julgamos fechado, repousam abandonadas, as memórias que não queremos acordadas para que a saudade não doa.
Vã ilusão…esse Tempo que nos conforta com a resignação, é esse mesmo Tempo que um dia, sem esperarmos, nos arranca do entorpecimento e nos coloca nesse lugar, já marcado pela passagem do esquecimento e tudo volta ao principio...
Queremos esquecer... 
Mas cada vez mais nos lembramos que existiu um Sonho.

Foto Viriato Caramba


1 comentário:

  1. Como sempre, extremamente emocionante. A dor se relembrar que existiu um sonho. Um desejo perdido que não se pode esquecer.
    Tenho sempre um imenso prazer em ler os seus textos.
    Parabéns!

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