sexta-feira, 8 de março de 2013

Cartas I

Gostava que lesses as minhas cartas.
Escrevo-te imensas.
Nelas vão os meus dias, feitos de de pequenos quês, de pequenos nadas.
Sabes, nunca escrevi um diário e nem sei explicar porquê.
Escrevo cartas com destino... o teu!
A tua caixa postal está repleta de envelopes, já amarelecidos.
Amontados papeis cheios de todas as histórias que te quero contar.
Se um dia as lesses, compreenderias que a minha vida corre lentamente nos dias feitos de pouca coisa, ou de coisa nenhuma, mas verias que são as minhas coisas.
No outro dia, escrevi-te uma carta sentada à beira-mar. Nas areias finas, um pequeno, minúsculo búzio dançava ao sabor das ondas que vinham e iam. Olhei para ele e desejei dançar assim também. P'ra lá, p'ra cá, sem que me importasse para onde ia.
Veio uma onda mais forte e arrastou o pequeno búzio de volta ao mar. Como me senti bem...eu feita búzio de volta ao imenso e profundo azul do mar.
Escrevi-te isto...escrevi-te este momento tão banal, tão efémero porque é isto que quero que leias...os meus momentos banais, etéreos onde a minha alma é apenas uma pequeno búzio nas ondas do mar.

Gostava que lesses as minhas cartas, as imensas que te escrevo.
Mas a tua caixa de correio não existe.É apenas um recôndito lugar deste meu mundo, onde tu foste imaginado na medida certa do amor que descobri no dia em que te vi.
Foto By Eme

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