domingo, 3 de março de 2013

Uma gota de água salgada

Gastei todas as lágrimas.
Foram saindo. Umas vezes em forma de cascata, outras vezes, como gotas de orvalho em manhãs frias.
Quis guardá-las para chorar a minha tristeza quando já não estivesses aqui. Mas a tua partida, lenta, mas efectiva, vou levando em cada passo teu, as lágrimas guardadas.
Hoje, tenho os olhos secos, áridos como o deserto que agora habita em mim.
Ficou apenas uma que me acompanha e lembra -me todos os dias, do resto dos meus dias que já não és presença, és apenas lembrança, feita numa gota fina de água salgada.
Foto by Eme

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