quarta-feira, 10 de abril de 2013

Na companhia silenciosa do Azul

O desalento vestiu-se e saiu à rua
A tristeza sentou-se num banco de jardim
A solidão cansou-se e desistiu de viver


Ao longe,
O azul presente fez-lhe companhia
Enquanto o tempo corria.

Passaram-se anos!
O corpo encolhia
A alma morria
E o azul que também se esbatia
Foi ficando, foi ficando
À espera que o seu amor
Fizesse magia

Passou uma criança
E disse baixinho:
- Não olhes para baixo
  que apenas vês as sombras
  Olha em frente
  Que é lá que mora o horizonte.

E ainda hoje
o velho cansado
Olha o chão
E o azul silencioso
Faz-lhe companhia

( Dedicado a Ivone Martins )

Foto by Eme

1 comentário:

  1. Estou sem palavras: este poema é perfeito. Não sei como agradecer-te. Beijos

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